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Gabriel Rübinger Betti
(14 anos)
Brasília / DF

Mulher


Mulher é cálida estrela
do celeste espacial.
É pulsar de mil eons,
Uma tela de mil tons,
Um abraço maternal.

Rosa de frágil cristal,
o objeto adverso.
é a mãe de cada dia,
é a carta de alforria,
é o abismo do Universo.

O diferente do mais diverso,
o brilho do mais brilhante,
o quasar do misterioso,
o difícil mais trabalhoso,
o riso mais desconcertante.

A vinda mais importante,
o braço firme do dia.
o ombro frágil da noite,
o transe da entrenoite,
a manhã tristonha e fria.

O som de toda a magia,
a flor, em campos nascida,
a placa de contra-mão.
é Deus erguido do chão,
de braços abertos pra vida!

És tu, mulher, tão querida,
o frio dos campos e serra.
um ser mais incrível de amar,
em todas as estrelas não há,
como a mulher dessa Terra.

 
     
 
Publicado na Antologia de Poetas Brasileiros - Volume 49 - Outubro de 2008