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Marco Antonio Hruschka Teles

Maringá / PR

Carma


Preciso de unção pacificadora d'alma,
Possuo fantasmas que me roubam a calma.
A vela derretida queima-me o cutâneo,
Vivo nas profundas entranhas do subterrâneo
Buscando enterrar-me mais, na força da palma.

O belo feminino sempre a me atormentar...
Visões, miragens que obnubilam o meu olhar.
Preciso sair da masmorra do castelo,
Que me surja em sonho um Velho do Restelo
Para que, sabiamente, me venha aconselhar.

Escuridão, desesperança, súplica e dor!
Qual sentimento esse denominado amor!
Qual existência vale sem nele crer?
Serei orvalho evaporando ao amanhecer...
Retorne logo, ó, noite, por favor!

 
     
 
Publicado na Antologia de Poetas Brasileiros - Volume 49 - Outubro de 2008