Jean Jackson de Lima e Silva
Gama /
DF
Nem
quis
Nem quis
ouvir o som
Daquela última canção
Da orquestra
As notas já não compunham
Uma melodia que tocava o coração.
Nem
quis sentir o perfume
Daquela última flor
Do jardim
As pétalas tinham sido entregues ao Morfeu
E já incorporavam a translucidez do sonho.
Nem
quis escrever o poema
Daqueles últimos versos
Do amor inteiro que me sobrava em roturas
As rimas eram pobres
E a poesia poderia maldizer a sobra.
Nem
quis julgar palavra alguma
Sobre o Todo
Que foi Tudo, um dia
E, hoje, é Parte de mim
Sem compromisso! |