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Cassia
Bethania Groess de Souza Barbosa
Curitiba
/ PR
Sereiano
Antes, o morno que adormece
Num cálido embalo
Agora, tórrido
já não permite despertar
Antes, a brisa que enleva
agora, sufoca e pesa
E o que era um beijo
Agora é seco e sangra
Vem
Para que eu, sereiano
Possa respirar
Sentir tua torrente
revolvendo o solo a cada gota
Até que a areia sente
e desmantelo a pequenez do mundo
Serpenteando sob tuas águas
Teu oceano vale
Toda a aridez da espera
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