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Giulia
Martinovic
Rio Claro
/ SP
Perdida
Estive perdida nesta profusão de segredos,
Lúgubres vultos entre os arvoredos
Onde em matiz de verde haviam rebentos
Agora ceifados pelo furor dos ventos.
Enregelada pelo frio e solidão
Decidi partir junto da estação
Como as aves, que se diluem no poente
Deixando lembranças vagas somente
Fugi pelas florestas e bosques sombrios
Pastoreei sozinha pelos rebanhos e rios
E, quando me tocavam os cordões da aurora
No horizonte eu previa que, sem demora,
As estrelas lucilantes trariam consigo
O manto do crepúsculo, silencioso amigo.
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