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Décio
de Moura Mallmith
Porto
Alegre / RS
Vaga
paixão
Fiz-me poeira aos teus pés,
Joguei-me ao chão feito capacho
Lambi tuas feridas como um cão
Vagabundo, sem pedigree ou dono.
Fui ao fundo do poço, roí o osso,
Fiz-me nada, tornei-me nada.
Ruí sob meu próprio peso,
Condensado em meu coração,
Petrificado, feito pedra-ferro,
Desprovido de qualquer emoção.
Ah! Se pudesse voltar no tempo,
Valorizar-me, explorar-me, amar-me,
Não me idiotizar por vaga paixão
E não estaria aqui, neste fosso escuro,
Que consome toda e qualquer razão.
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