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Ednei Freires dos Santos
Rio de
Janeiro / RJ
Poema
à Gramática
Oh,
Gramática tão lerda e tão estática
Que de esperta não tem nada
Apenas rasteja esquálida
Na imensidão do nada
Destruindo arte literária
Em nome de uma lei pedante
Que nos sufoca e amordaça
Tu, oh, Gramática decadente
Tenha piedade desta gente
E deixe a poesia vagar livremente
Na candura da fábula dos contentes
Se não me obedecer agora
Sua vil farsante de uma razão degradante
Troco você pela esperança que outrora
Anseia a liberdade presa na caixa de Pandora!
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