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Taciana Valença

Recife / PE

Amores vulgares

Recuso-me a acreditar em amores vulgares
amores sem dores, sem saudades
amores sem flores, sem sonhos, sem delírios de loucuras
Sem desejos incontidos,amores não vividos...

Quem ama, traga o amor de maneira intensa
Se entrega, se perde, nem pensa...
Reconhece num afago, num beijo, num toque
Sua melhor recompensa...

Quem ama não parte...
Não sem pensar no retorno
Sem deixar o coração apertado
Expressando tristeza em seu rosto

Quem ama, brinda antecipado
O encontro aguardado
Perde-se em pensamentos
Envolve-se em sentimentos...

Quem ama percebe o que os olhos não vêem
Embobece a um "Eu te amo"
E em dúvidas entristece
só em pensar num abandono...

É nesse amor que acredito
Não num amor fugaz
Desses fáceis e esquisitos
Que nada têm de bonito.

 
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Publicado na Antologia de Poetas Brasileiros - Volume 45 - Maio de 2008