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João Carlos Tórtora

Petrópolis / RJ

Ridículo

Ridículos... todos somos!
Mas poucos se dão conta.
Diferenças que entre nós permeiam,
Fazem de todos ridículos, cada um a sua monta.

Não ter atitudes comuns... ou tê-las,
Ousar coisas que não se quis,
Ou, sem hesitar, fazê-las.
Estamos sempre por um triz!

No que se chora... no que se ri,
No que se cala... no que se diz.
Assim somos e sempre seremos,
Ser ridículo não faz ser grande ou pequeno.

Faça algo que se condene,
Ou o que alguém desejou estar fazendo.
Provará deste veneno!
Ridículo, sempre seremos,

Pelo que somos ou pelo que fizemos,
É característica humana... é um jeito,
E assim se proclama,
Sou ridículo, consciente, bato no peito, sou feliz!

Ser ridículo, mero conceito,
Impossível deixar de sê-lo,
Longe de ser qualquer defeito,
Continuo sendo, com classe, sem exagero!

Sou ridículo pelo que fiz!
E quando deixar de fazê-lo?

 
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Publicado na Antologia de Poetas Brasileiros - Volume 45 - Maio de 2008