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Renata Oliveira Bomfim
Vitória
/ ES
Questões poéticas
Antônio,
o que faço?
Colonizaram a minha bandeira.
Agora, toda empresa é responsável,
Toda exploração sustentável,
Toda carne é sadia, mesmo que
o bicho nasça, viva e morra
de forma miserável.
Anton,
onde me encaixo?
Neste mundo, estou tão só!
Me espanca esse plágio:
Ó dobres dos poentes às Ave-Marias!
Ó Cabo do Mundo! Moreia da Maia!
Estrada de Santiago! Sete-Estrelo!
Casas dos pobres que o luar, à noite, caia...
E
você, José, que faz versos,
que ama, protesta?
Me diz, onde está a poesia?
O verbo também
tornou-se terra pisada?
Os ritos de fecundidade
necessários para garantir a safra
do bem dizer ainda serão executados.
me diz, e agora José?
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