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Carlos Alberto Freire
Piritiba
/ BA
O
retorno
O
vento me levou, num caminho sem volta;
Eu preciso retornar, na música, no tempo e na nota.
Uma voz me gritou, o tempo está passando;
Os bravos saíram da toca, e as músicas do mundo tocando.
Chuva fraca e vento forte, lua nova e sol bradando;
O povo grita a falta de ar, a nuvem negra o indicando.
O amor vai a tristeza fica, o sono e o sonho não vem;
O coração bate o amor dói, A solidão não
sai, o fim não tem.
Sou velho cansado, sem brilho sem beleza;
Amando sendo amado! Os filhos da natureza.
Vivo no mundo de hoje, ensino e aprendo viver;
Adoro os filhos unidos, olhando o amor crescer.
O livro faz parte da vida, o homem de uma mulher;
O cobertor aquece o frio, em uma paixão de fé.
Meu lindo pé de cravo, rodeado de muito filhinho;
Meu amor está distante, e eu sofrendo sozinho.
Minha bela flor vermelha, com suas pétalas perfumadas;
Eu sofro com sua ausência, sonhando com a minha amada.
Sou casado não sou feliz, não sou doce e nem amargo;
Não marco horas e nem dias, pra viver um amor errado.
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