Regulamentos Como publicar Lançamentos Galeria Contato
Projeto Saber Cordel Edições extras Imprensa Como adquirir
 
Galeria de poetas publicados
 
 

 

Álvaro Fonseca Duarte
Almirante Tamandaré / PR

     
 
PUBLICAÇÕES
 

Álvaro nasceu numa noite fria, em 1983. Cresceu e ainda mora no Tanguá, bairro da periferia da "grande" Curitiba. localizado em Almirante Tamandaré. Estudou no Colégio Militar de Curitiba e atualmente cursa História, na Universidade Federal do Paraná. Tem uma crônica - "Desperdício"- publicada na I Antologia do Colégio Militar de Curitiba, e um artigo com o título "A Jihad", no site do Projeto Chronos (www.geocities.com/pjchronos), da UFPR, especializado em História Antiga e Medieval.

alvinhotangua@yahoo.com.br



 





 


 

 

 

 

 

Antologia de Poetas Brasileiros Contemporâneos - Vol. 1

Quero um dia para chorar


Quero um dia para chorar;
Um dia frio, triste, com o clima ideal
Para chorar como nunca chorei
E assim exorcizar todo o mal.
Chorar pelo amor que nunca tive;
Lamentar o amor que perdi;
Sofrer com o amor que ainda vive;
E lembrar a dor que já senti.
Afogar-me entre soluço e ais;
Esquecer-me por um dia;
Andar no Vale da Morte e seus umbrais;
Perder-me só na noite fria.
E quando enfim o amor me abandonar
Vou querer apenas um dia para chorar.

---

Antologia de Poetas Brasileiros Contemporâneos - Vol. 2


Sonhos


Do fundo do eu minh’alma canta;
Canta versos de tristeza e dor;
Pintados com cores fortes de amor
Para aquela que inspira e encanta.

Cândida em meus sonhos ela aparece;
Beija-me com sofreguidão e ternura.
Cena surrealista que um instante dura;
Flor-de-verão que quando nasce fenece.

Seus olhos em mim estão;
Refletindo dor, querendo ajuda;
Chora baixinho, as lágrimas brotam;
Tristeza inspira, queda-se muda.

Quero ajudá-la dando o que tenho;
Mataria dragões, não importa o empenho.
Para vê-la feliz tudo faria,
Mas acordo triste/só na noite fria.

---

Antologia de Poetas Brasileiros Contemporâneos - Vol. 5

 

Navegar


Do cais eu vejo o mar
Que traz saudades de você
Mas sei que é preciso navegar
Porque ficar significa perecer.

Atravesso oceanos, enfrento tufões;
Viajo em outros braços, quebro corações;
Beijos outros lábios, escrevo canções;
Amo outras falenas buscando novas emoções

Paro em todos os países e portos,
Em busca de algo que lembre você
Tentando cruzar nossos caminhos tortos.

E a noite, na gávea, olho as estrelas,
Querendo nelas teu sorriso encontrar
E entrego-me a imensidão do infinito e do mar.

---