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Rogério do Nascimento Ribeiro
Timon
/ MA
Agonia junina
A professora A. M. P., 39 anos, residente em Timon-MA, nos conta
que, por volta de 21 horas do dia 13 de junho de 2000, ela chegava
de uma festa junina que acontecia na escola em que trabalhava,
entrou em casa, sozinha. Seu marido trabalhava à noite
e não era dia de folga. Tudo parecia tranqüilo quando
um barulho estranho chamou sua atenção. A única
criança da casa, sete meses de nascida, já veio
dormindo em seus braços. Pouco depois o barulho se repetiu
e ainda mais forte. Em seguida mais forte ainda. Ela começou
a ficar assustada. O barulho vinha do quintal e ela juntou forças
para ir ver o que era. Parecia alguém cavando um buraco,
quebrando pedras, arrancando raízes. Encheu-se de coragem,
afinal de contas, sabia que assombração não
existia e seu quintal era murado, portanto não havia perigo,
deveria ser um gato no cio ou coisa parecida. Qual não
fói a surpresa ao abrir a porta da cozinha. Uma multidão
de beatas com velas nas mãos, terços e bíblias
debaixo do braço, um caixão no chão e um
senhor de muita idade, já fraco, cavando sofregamente
o que seria a cova daquele defunto. Ela ficou estática,
seu coração batia a mais de trezentos por hora
e a única coisa que funcionava em seu corpo era o ouvido
direito que sentia, como que em cochichos, o cântico católico "segura
na mão de Deus". Soltando um grito desesperado, ela
sai correndo, foi bater na casa dos vizinhos e todos vieram conferir
a história. Ao chegarem, tudo estava como dantes. Nem
sequer o bebê da professora estava acordado.
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