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Miguel
Teixeira de Freitas
Altamira
/ PA
Saudade
Saudade da velha casqa onde morava a felicidade. O minho da afetividade,
da simplicidade. Perto da porta de entrada um pote para tomar água
com gosto de barro. Coisas que o dinheiro jamais comparar.
Que afeto é este minha alma? Falo da pessoa que carregou
em seu ser a siblime semente do amor.
Casa vazia. Já esteve bem cheia. Não de coisas materiais
e sim de valores: respeito, acolhida, aconchego.
Hoje, chego em casa a varanda está vazia, vazia, vazia. Aquela
que preenchia este espaço lá não se encontra
mais.
Porventura se encontrasse em algum lugar deste planeta seria eu
um ser feliz cheio de vida. Ao chegar na velha casa aumenta em mim
a sensação de vazio, vazio, vazio.
De quem estou falando? É de minha maezinha que se foi. Alguns
falam que foi paa o céu outros que foi para o outro lado
da vida. Só sei que ela deixou saudade, saudade, saudade...
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