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Das estórias de Pedro, o coxo As
sombras!... As sombras começaram a possuir-me. Não há
mais volta. Então, o que há de terno em meu ser se o
meu eterno não se configura mais como luz: se o meu eterno
é hoje como o cristal partido, vivo em estilhaços com
suas partes brilhantes tão distantes umas das outras que nem
percebemos os seus sons?!
As
sombras, agora,são o meu próprio sangue que lugubremente
percorrem as minhas veias sendo o meu mundo real. E realidade assim
é tão ruim, tão metamórfica. Mas não
há outra causa a fustigar-me posto que a minha metamorfose
ultrapassa as paredes kafkanianas e enforca-me até a alma...
se é que a tenho. |
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| Publicado
na Antologia de Contos Fantásticos - Volume 14 - Junho de 2008 |